Cândido - THOUGHTS: The user is asking for the Portuguese name of the "Voltaire" writer. I need to find the full name of Voltaire and then provide it as it would be written in Portuguese. Voltaire's real name is François-Marie Arouet. In Portuguese, it would be the same.François-Marie Arouet
Resumo "Cândido ou o Otimismo" é uma novela satírica de Voltaire que narra as desventuras de um jovem ingênuo chamado Cândido. Criado sob a...
Resumo
"Cândido ou o Otimismo" é uma novela satírica de Voltaire que narra as desventuras de um jovem ingênuo chamado Cândido. Criado sob a filosofia otimista de seu tutor, Pangloss, que prega que "tudo está para o melhor no melhor dos mundos possíveis", Cândido é expulso de seu lar e embarca em uma série incessante de desgraças, guerras, desastres naturais e traições por todo o mundo. Ao longo de suas viagens, ele testemunha e sofre inúmeras atrocidades, que gradualmente desafiam e destroem sua fé no otimismo ingênuo de Pangloss. Reunindo-se repetidamente com seus antigos companheiros – a bela Cunegundes, o próprio Pangloss e a Velha – ele os encontra sempre em estados miseráveis. A jornada culmina com Cândido e seus companheiros estabelecendo-se em uma pequena fazenda na Turquia, onde ele conclui que a melhor maneira de viver é "cultivar nosso jardim", uma metáfora para trabalhar arduamente, focar na própria vida e rejeitar especulações filosóficas vazias.
Seções do livro
Seção 1 (Capítulos 1-3)
A história começa no castelo do Barão de Thunder-ten-tronckh, na Vestfália, Alemanha. Cândido, um jovem de caráter gentil e ingênuo, é o suposto filho bastardo da irmã do Barão. Ele vive uma vida idílica sob a tutela do filósofo Pangloss, que ensina a metafísica-teólogo-cosmolonigologia, defendendo que "tudo está para o melhor no melhor dos mundos possíveis". Cândido se apaixona por Cunegundes, a filha do Barão. Um dia, ao serem pegos se beijando atrás de um biombo, Cândido é expulso do castelo com grandes pontapés.
Fora do castelo, Cândido é forçado a se alistar no exército búlgaro, onde sofre brutalidades e castigos. Ele testemunha os horrores de uma guerra devastadora entre os búlgaros e os ábaros, com pilhagens, massacres e destruição. Após desertar, Cândido consegue fugir para a Holanda, onde encontra um anabatista caridoso chamado Jacques, que lhe oferece abrigo e trabalho. Lá, Cândido encontra Pangloss, que está em estado deplorável, com sífilis e sem nariz. Pangloss narra a destruição do castelo de Thunder-ten-tronckh pelos búlgaros, o assassinato do Barão, da Baronesa e do filho, e o estupro e esquartejamento de Cunegundes. Cândido fica desolado, mas Pangloss mantém seu otimismo, explicando que a sífilis é um elo necessário na cadeia das coisas.
| Personagem | Características | Personalidade |
|---|---|---|
| Cândido | Jovem gentil, ingênuo, de bom coração, dotado de discernimento. | Inicialmente otimista e crédulo, mas sua ingenuidade é gradualmente desafiada e destruída pelas experiências. Busca a felicidade e o amor. |
| Pangloss | Filósofo tutor, defensor do otimismo leibniziano ("tudo está para o melhor no melhor dos mundos possíveis"). | Pedante, dogmático, persistente em sua filosofia, mesmo diante das piores evidências. Representa a filosofia racionalista e otimista levada ao extremo do absurdo. |
| Cunegundes | Filha do Barão, bela e jovem. | Inicialmente ingênua e idealizada por Cândido. Ao longo da história, torna-se mais pragmática e menos preocupada com a beleza, mas ainda busca segurança. |
| Barão de Thunder-ten-tronckh | Poderoso senhor feudal alemão. | Arrogante, orgulhoso de sua linhagem e riqueza. |
| Baronesa de Thunder-ten-tronckh | Esposa do Barão, grande e pesada. | Orgulhosa, de status social elevado. |
| Anabatista Jacques | Holandês caridoso e filantropo. | Bondoso, prático, compassivo. Representa a caridade sem dogmas. |
Seção 2 (Capítulos 4-8)
Jacques, Pangloss e Cândido viajam para Lisboa a negócios. Durante a viagem, uma tempestade violenta atinge o navio, e Jacques tenta salvar um marinheiro ingrato, mas cai ao mar e se afoga, enquanto o marinheiro nem sequer agradece. O navio naufraga próximo a Lisboa, e Cândido e Pangloss mal conseguem sobreviver. Ao chegarem à cidade, são atingidos pelo grande terremoto de Lisboa, que destrói grande parte da cidade e mata milhares. Pangloss, como sempre, tenta justificar o desastre dentro de sua filosofia otimista.
As autoridades portuguesas organizam um auto-da-fé para prevenir mais terremotos, sacrificando aqueles considerados hereges. Pangloss é enforcado por discutir sobre o livre-arbítrio e o pecado original, e Cândido é açoitado por ter aprovado as palavras de Pangloss. No meio da cerimônia, a terra treme novamente. Uma velha desconhecida se aproxima de Cândido e o leva para um local seguro, cuidando de seus ferimentos. A Velha revela que ela é serva de Cunegundes, que sobreviveu ao ataque búlgaro e também está em Lisboa.
Cândido e Cunegundes se reencontram. Cunegundes relata sua terrível história de sobrevivência: foi estuprada por um búlgaro, vendida como escrava, e depois partilhada entre dois homens poderosos em Lisboa – um Grande Inquisidor e um judeu chamado Don Issacar. Eles a obrigavam a alternar as noites entre eles. Cândido, indignado com o que Cunegundes sofreu, mata o Inquisidor e Don Issacar. Os três – Cândido, Cunegundes e a Velha – fogem da cidade.
| Personagem | Características | Personalidade |
|---|---|---|
| Grande Inquisidor | Autoridade religiosa em Lisboa, partilhava Cunegundes com Don Issacar. | Fanático, hipócrita, tirânico, representa o poder e a corrupção da Igreja. |
| Don Issacar | Judeu, rico comerciante, partilhava Cunegundes com o Inquisidor. | Ganancioso, lascivo, representa a riqueza e o oportunismo. |
Seção 3 (Capítulos 9-16)
O trio foge para Cádis, na Espanha. Cunegundes teme que sejam pegos e punidos pelos assassinatos. Cândido se une a um regimento que está partindo para o Paraguai para lutar contra os jesuítas, e eles embarcam para a América do Sul. Durante a viagem, a Velha conta sua própria e trágica história de vida. Ela é filha de um papa e de uma princesa, foi bela e rica, mas sofreu uma série inacreditável de infortúnios: foi despossuída, roubada, estuprada por piratas, teve uma das nádegas cortada para servir de alimento em um cerco, e serviu a muitos senhores, perdendo toda a sua riqueza e status. Apesar de tudo, ela insiste que sempre amou a vida, mesmo em seus piores momentos.
Ao chegarem a Buenos Aires, Cunegundes é assediada pelo governador local, Don Fernando d'Ibaraa y Figueora y Mascarenes y Lampourdos y Souza, um homem vaidoso e arrogante. A Velha sugere que Cunegundes se case com o governador para garantir sua segurança e fortuna. Enquanto isso, um alcaide os persegue por causa do assassinato do Inquisidor. Cândido, aconselhado pela Velha, foge para o Paraguai, deixando Cunegundes e a Velha para trás.
Cândido, acompanhado de seu fiel criado Cacambo, chega a um território jesuíta no Paraguai. Lá, ele descobre que o comandante dos jesuítas é ninguém menos que o irmão de Cunegundes, o Barão jesuíta, que milagrosamente sobreviveu ao massacre em Westphalia. O Barão, agora um padre influente e orgulhoso, está feliz em rever Cândido, mas quando este lhe pede permissão para se casar com Cunegundes, o Barão se recusa veementemente, alegando que Cândido é um plebeu e não digno de sua irmã. Furioso com a arrogância do Barão, Cândido o apunhala com uma espada. Ele e Cacambo fogem, vestindo uniformes jesuítas para não serem identificados.
| Personagem | Características | Personalidade |
|---|---|---|
| A Velha | Serva de Cunegundes, de origem nobre (filha de um papa), sofreu inumeráveis desgraças. | Experiente, cínica, pragmática, resignada, mas ainda com um apego à vida. |
| Cacambo | Criado mestiço de Cândido, adquirido em Cádis. | Leal, inteligente, engenhoso, prático, fala vários idiomas. Um guia indispensável para Cândido. |
| Dom Fernando d'Ibaraa y Figueora y Mascarenes y Lampourdos y Souza | Governador de Buenos Aires. | Vaidoso, orgulhoso de sua riqueza e posição, lascivo. |
| Barão Jesuíta (irmão de Cunegundes) | Irmão de Cunegundes, sobreviveu ao massacre e se tornou um padre jesuíta no Paraguai. | Arrogante, orgulhoso de sua linhagem nobre, defende a hierarquia social acima de tudo. |
Seção 4 (Capítulos 17-18)
Cândido e Cacambo, ainda vestidos como jesuítas, são capturados por orejones, uma tribo canibal. Eles estão prestes a ser comidos, mas Cacambo explica que Cândido não é um jesuíta, mas sim o assassino de um deles, o que os orejones consideram uma boa ação. Cândido e Cacambo são libertados.
Eles continuam sua jornada e acabam encontrando o lendário país de El Dorado, um lugar isolado e utópico onde ouro e pedras preciosas são tão comuns que não têm valor. Os habitantes vivem em paz, riqueza e prosperidade, sem prisões, tribunais, padres ou guerras. Todos são cientistas e vivem em harmonia. Eles adoram um Deus, sem dogmas ou fanatismos, e seu rei é cortês e sábio. Cândido e Cacambo ficam maravilhados com a civilização avançada e a felicidade genuína do lugar.
Apesar de toda a perfeição, Cândido sente falta de Cunegundes e da possibilidade de usar a riqueza de El Dorado para resgatá-la e viver uma vida luxuosa. Após um mês de estadia, eles decidem partir, carregando consigo o máximo de ouro e pedras preciosas que puderem. Os habitantes de El Dorado lhes providenciam máquinas e meios para sair do vale inatingível, e eles partem com 102 carneiros carregados de tesouros.
Seção 5 (Capítulos 19-24)
Cândido e Cacambo, carregados de riquezas, deixam El Dorado e viajam pelo continente. Eles começam a perder os carneiros carregados de ouro, um a um, em acidentes e traições. Em Suriname, Cândido testemunha a crueldade da escravidão ao encontrar um escravo negro que perdeu uma perna e uma mão devido ao tratamento brutal de seu mestre, o comerciante holandês Vanderdendur. Essa cena abala profundamente Cândido, que começa a questionar a filosofia otimista de Pangloss.
Cândido envia Cacambo para Buenos Aires com uma parte de seu tesouro para resgatar Cunegundes, prometendo encontrá-los em Veneza. Cândido, agora em posse de poucas riquezas e muito cético, decide buscar um companheiro para sua viagem e coloca um anúncio. Ele escolhe Martin, um estudioso maniqueísta pessimista que acredita que o mundo é dominado pelo mal. Martin e Cândido viajam juntos, discutindo filosofia, e Martin constantemente apresenta argumentos que contradizem o otimismo de Pangloss, fortalecendo o ceticismo de Cândido.
Durante a viagem de navio para a França, eles testemunham uma batalha naval e a perda de parte do restante da fortuna de Cândido para um pirata holandês. Eles chegam à França e Cândido, relutante em se envolver com a sociedade parisiense cheia de hipocrisia, se disfarça. Eles continuam a jornada para Veneza. Em Veneza, eles esperam por Cacambo e Cunegundes, mas eles não aparecem. Cândido encontra Paquette, a antiga camareira da Baronesa, agora uma prostituta miserável, e seu amante, o frade Giroflée, que também é infeliz. Suas histórias de sofrimento servem para aumentar ainda mais o desespero de Cândido.
| Personagem | Características | Personalidade |
|---|---|---|
| Martin | Filósofo pessimista, erudito, maniqueísta. | Cínico, realista, descrente da natureza humana, argumenta consistentemente contra o otimismo. Representa a visão de que o mal é inerente ao mundo. |
| Vanderdendur | Comerciante holandês, cruel e sem escrúpulos. | Ganancioso, desumano, personifica a exploração e a hipocrisia dos que se enriquecem à custa do sofrimento alheio. |
| Paquette | Antiga camareira da Baronesa, bonita. | Sofredora, vítima das circunstâncias, forçada à prostituição, infeliz apesar de sua aparência. |
| Irmão Giroflée | Frade, amante de Paquette. | Frustrado, infeliz com sua vida religiosa, que o impede de seguir suas verdadeiras inclinações. |
Seção 6 (Capítulos 25-28)
Em Veneza, Cândido e Martin visitam o Senador Pococurante, um homem rico e culto que, apesar de possuir tudo e ter acesso a todas as formas de arte e prazer, está entediado e insatisfeito com tudo. Ele critica Shakespeare, Homero, óperas e galerias de arte, encontrando falhas em todas as obras. Sua insatisfação demonstra que a riqueza e a cultura por si só não trazem felicidade.
Cândido e Martin jantam com seis reis depostos, que, apesar de sua antiga grandeza, estão agora em desgraça e cheios de queixas. Eles representam a fragilidade do poder e da fortuna. Entre os servos que os servem, Cândido reconhece Cacambo, agora escravo de um desses reis. Cacambo revela que Cunegundes está em Constantinopla, em uma condição ainda mais feia e miserável do que antes, lavando pratos, pois foi roubada e vendida como escrava. Ele também revela que Pangloss e o Barão jesuíta (irmão de Cunegundes) estão vivos e trabalhando como escravos em uma galera turca.
Cândido compra a liberdade de Cacambo e dos outros dois, Pangloss e o Barão. Pangloss e o Barão contam suas histórias de sobrevivência milagrosa. Pangloss foi enforcado de forma imperfeita, salvo por um cirurgião, e depois se envolveu em mais desgraças. O Barão foi curado da ferida de Cândido e também foi vendido como escravo. Apesar de suas condições terríveis, Pangloss ainda tenta justificar o otimismo, embora com menos convicção.
| Personagem | Características | Personalidade |
|---|---|---|
| Senador Pococurante | Nobre veneziano rico e culto. | Entediado, cínico, insatisfeito, apesar de possuir tudo o que se poderia desejar. Representa a futilidade da busca por prazer e conhecimento sem um propósito. |
Seção 7 (Capítulos 29-30)
Cândido, Pangloss, Martin, Cacambo e o Barão partem para Constantinopla para resgatar Cunegundes e a Velha. Eles as encontram na mais abjeta miséria, lavando louça e feias, magras e desfiguradas. Cunegundes se tornou incrivelmente feia, o que choca Cândido. Apesar de sua feiura, Cândido sente-se compelido a cumprir sua promessa de casamento, mas o Barão mais uma vez se recusa veementemente, ainda preso ao seu orgulho nobiliário. Irritado, Cândido o envia de volta para a galera.
Cândido finalmente se casa com Cunegundes, não por amor, mas por dever e para irritar o Barão. Eles compram uma pequena fazenda fora de Constantinopla. Juntam-se a eles Pangloss, Martin, Cacambo, a Velha, Paquette e o Irmão Giroflée, todos vivendo juntos na fazenda. Eles tentam encontrar sentido na vida através da filosofia, mas continuam a debater sem chegar a nenhuma conclusão satisfatória. Pangloss continua a defender seu otimismo, embora agora muito mais enfraquecido.
Um dia, eles visitam um velho turco sábio que vive uma vida simples e produtiva em sua pequena propriedade. Ele lhes diz que o trabalho é o que afasta o tédio, o vício e a necessidade. Inspirado por isso, Cândido conclui que a melhor coisa a fazer é "cultivar nosso jardim". Eles abandonam as especulações filosóficas e se dedicam ao trabalho manual na fazenda, encontrando paz e propósito na produtividade e na simplicidade.
Gênero literário
Novela filosófica, sátira, conto filosófico.
Dados do autor
Voltaire (pseudônimo de François-Marie Arouet, 1694-1778) foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês. É considerado um dos maiores pensadores do Iluminismo. Advogava a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e a separação entre Igreja e Estado. Foi um crítico mordaz do dogmatismo religioso, da intolerância e da tirania. Sua vasta obra inclui peças de teatro, poemas, romances, ensaios e histórias. Foi um prolífico correspondente e um influenciador significativo das Revoluções Americana e Francesa.
Moral da história
A principal moral de "Cândido" é a rejeição do otimismo ingênuo e dogmático, exemplificado pela filosofia de Pangloss, que afirma que "tudo está para o melhor no melhor dos mundos possíveis". Através das incessantes desventuras de Cândido, Voltaire demonstra a falácia dessa visão diante da realidade do sofrimento, da injustiça e da maldade humana.
A conclusão da história, "É preciso cultivar nosso jardim", pode ser interpretada de várias maneiras:
- Rejeição da especulação metafísica: Em vez de perder tempo com debates filosóficos abstratos sobre o mal e o significado da vida, é melhor focar no trabalho prático e produtivo.
- Ação e trabalho: A felicidade e o propósito vêm do trabalho manual e da contribuição para a própria subsistência e a da comunidade, em vez de buscar grandes fortunas ou títulos.
- Limite da própria influência: Reconhecer que não se pode mudar o mundo inteiro, mas pode-se melhorar a própria parcela dele.
- Contentamento e simplicidade: Encontrar satisfação na vida simples e no afastamento dos vícios e do tédio que acompanham a ociosidade e a busca incessante por mais.
Curiosidades do livro
- Reação ao Terremoto de Lisboa: "Cândido" foi em grande parte uma resposta ao devastador terremoto de Lisboa de 1755, que chocou a Europa e desafiou as filosofias otimistas da época, como as de Leibniz. Muitos pensadores tiveram dificuldade em conciliar tal catástrofe com a ideia de um "melhor dos mundos possíveis".
- Sátira ao Otimismo de Leibniz: A filosofia de Pangloss é uma sátira direta ao otimismo de Gottfried Wilhelm Leibniz, que defendia que Deus, sendo perfeito, criaria necessariamente o melhor mundo possível. Voltaire via essa filosofia como perigosamente passiva e irrealista.
- Publicação Anônima e Proibição: "Cândido" foi publicado anonimamente em 1759, provavelmente em Genebra ou Amsterdã, devido ao seu conteúdo altamente controverso e crítico em relação à Igreja e ao Estado. O livro foi imediatamente proibido em muitos países, mas se tornou um best-seller subterrâneo, vendendo dezenas de milhares de cópias em poucas semanas.
- A "Filha do Papa": A história da Velha, que revela ser filha de um papa, é uma crítica velada à hipocrisia e aos escândalos sexuais dentro da Igreja Católica, que exigia o celibato de seus clérigos.
- Crítica Social Abrangente: Voltaire usa "Cândido" para criticar uma vasta gama de aspectos da sociedade de seu tempo: a crueldade da guerra, a intolerância religiosa, a corrupção da Igreja, a hipocrisia da nobreza, a escravidão, a injustiça dos sistemas jurídicos e a futilidade da busca por riqueza e status.
- O Jardim: A frase final, "Il faut cultiver notre jardin" (É preciso cultivar nosso jardim), é uma das mais famosas da literatura ocidental e tem sido objeto de inúmeras interpretações e debates ao longo dos séculos.
