Vida - Daniel Defoe

Resumo

"A Vida e Estranhas e Surpreendentes Aventuras de Robinson Crusoé" narra a história de Robinson Crusoé, um jovem inglês de York que, desobedecendo aos conselhos de seus pais, embarca em uma vida de aventuras marítimas. Após várias peripécias, incluindo ser capturado por piratas e viver como escravo, ele se estabelece como fazendeiro no Brasil. Buscando expandir seus negócios, ele embarca em uma viagem para buscar escravos na África, mas seu navio naufraga durante uma tempestade violenta. Crusoé é o único sobrevivente e é jogado em uma ilha deserta na foz do rio Orinoco.

Durante 28 anos, Crusoé vive na ilha, utilizando sua engenhosidade e persistência para recriar a civilização. Ele resgata suprimentos do navio naufragado, constrói abrigos, cultiva plantações, domestica cabras e desenvolve ferramentas básicas. Sua solidão o leva a uma profunda reflexão espiritual. Após anos de isolamento, ele descobre vestígios de canibais que visitam a ilha. Eventualmente, ele resgata um nativo que estava prestes a ser sacrificado, a quem ele chama de Sexta-feira. Sexta-feira torna-se seu leal companheiro e seu primeiro contato humano em anos, aprendendo inglês e se convertendo ao cristianismo. Juntos, eles resgatam outros prisioneiros, incluindo um espanhol e o pai de Sexta-feira. Finalmente, um navio inglês amotina-se na ilha, e Crusoé, com a ajuda de Sexta-feira e o capitão leal, consegue retomar o controle da embarcação. Após 28 anos, 2 meses e 19 dias na ilha, Crusoé retorna à Inglaterra, descobre que sua plantação no Brasil o tornou rico e se estabelece, casando-se e tendo filhos. Mais tarde, ele revisita a ilha e embarca em novas aventuras.

Seções do livro

Seção 1: Juventude e Primeiras Viagens

Robinson Crusoé, um jovem de York, Inglaterra, nascido em 1632, vem de uma família da classe média. Seu pai, um imigrante alemão que enriqueceu, deseja que ele estude direito e siga uma carreira tranquila. No entanto, Crusoé tem uma incontrolável paixão pelo mar e pela aventura, apesar das advertências de seus pais sobre os perigos e a miséria que isso pode trazer. Seu pai tenta dissuadi-lo com um discurso emocionado sobre a virtude da "vida média", nem rica nem pobre, mas Crusoé ignora todos os conselhos e advertências.

Aos 19 anos, em 1651, sem a bênção de seus pais, ele embarca em sua primeira viagem de Hull para Londres. A viagem é marcada por uma terrível tempestade, que o faz temer pela vida e se arrepender de sua desobediência. Ele jura que, se sobreviver, voltará para casa. No entanto, a tempestade passa, e ele rapidamente esquece seus votos, sendo convencido por um amigo a continuar a aventura. Essa primeira experiência o leva a se envolver em outras viagens, algumas bem-sucedidas, outras desastrosas. Em uma delas, o navio é atacado por piratas da Barbária.

Personagem Características Personalidade
Robinson Crusoé Jovem inglês, aventureiro, teimoso, ambicioso. Impulsivo, desobediente, sonhador, com sede de aventura.
Pai de Crusoé Homem de classe média, cauteloso, amoroso. Preocupado, sensato, deseja o bem-estar do filho.

Seção 2: A Escravidão e a Fuga

O navio de Crusoé é capturado por corsários de Salé, no norte da África, e ele é feito escravo pelo capitão mouro. Passa dois anos em cativeiro, realizando tarefas domésticas e de pesca. Durante esse tempo, ele planeja sua fuga. Em uma ocasião em que o capitão o envia para pescar com um jovem mouro chamado Xury e outro escravo, Crusoé aproveita a oportunidade. Ele joga o outro escravo ao mar e convence Xury a fugir com ele, prometendo liberdade.

Eles navegam para o sul ao longo da costa da África, enfrentando perigos e conseguindo alimento através da caça. Eventualmente, eles são avistados por um navio português que segue para o Brasil. O capitão português, um homem gentil, os resgata. Crusoé vende Xury ao capitão sob a condição de que Xury seja libertado após dez anos e se converta ao cristianismo, o que mostra um lado pragmático e um pouco questionável de Crusoé, embora para a época fosse considerado um ato de benevolência comparado à escravidão perpétua.

Personagem Características Personalidade
Xury Jovem mouro, escravo de Crusoé após a captura. Leal, obediente, medroso, grato a Crusoé por sua "liberdade".
Capitão Português Comandante de navio, benevolente, honesto. Gentil, compassivo, comercialmente justo.

Seção 3: O Início da Vida no Brasil

Crusoé chega ao Brasil, onde o capitão português o ajuda a se estabelecer. Com o pouco dinheiro que possui da venda de algumas mercadorias e a ajuda do capitão, Crusoé compra terras e monta uma plantação de açúcar. Ele trabalha arduamente durante quatro anos, aprendendo a cultivar a cana e o tabaco. Sua plantação prospera, mas o trabalho é árduo, e ele sente falta de mão de obra.

Observando outros fazendeiros que prosperam rapidamente com o uso de escravos africanos, Crusoé decide que também precisa de escravos. Não tendo capital suficiente para comprá-los, ele se associa a outros fazendeiros para fazer uma viagem secreta e ilegal à costa da África para obter escravos diretamente, contornando os comerciantes estabelecidos. Essa decisão, novamente, reflete sua ambição e seu desejo de progresso rápido, mesmo que isso o leve a riscos perigosos.

Seção 4: O Naufrágio

Em 1659, aos 27 anos, Crusoé embarca no navio que parte para a África em busca de escravos. A viagem começa sem problemas, mas logo o navio é atingido por uma série de tempestades violentas. Após treze dias de tormenta, a embarcação é seriamente danificada e desviada de sua rota. A tripulação, incluindo Crusoé, vê-se em uma situação desesperadora.

Em meio ao caos, o navio encalha em um banco de areia, e as ondas impiedosas o despedaçam. A tripulação tenta fugir em um bote, mas as ondas são muito fortes. O bote vira, e todos a bordo, exceto Crusoé, se afogam. Crusoé, um nadador forte, é jogado pelas ondas em direção à costa, inconsciente. Ao despertar, encontra-se sozinho em uma ilha deserta, sem nenhum sinal de vida humana e com o navio destruído à vista. Seu desespero é imenso, mas ele rapidamente percebe que sua vida foi milagrosamente poupada.

Seção 5: Os Primeiros Dias na Ilha

Após o naufrágio, Crusoé passa a noite em uma árvore para se proteger de possíveis feras. No dia seguinte, a maré baixa revela que o navio não está totalmente submerso, o que lhe dá uma nova esperança. Ele decide ir até o navio para resgatar o que puder. Construindo uma jangada improvisada, ele faz várias viagens entre o navio e a costa, salvando ferramentas, armas, pólvora, alimentos, roupas, cordas, velas e outros suprimentos essenciais. Ele trabalha freneticamente por dias antes que o navio seja completamente destruído por uma nova tempestade.

Com os suprimentos em terra, Crusoé precisa de um abrigo. Ele escolhe um local em uma colina com vista para o mar e uma rocha que lhe oferece proteção, e constrói uma espécie de tenda fortificada com uma cerca de estacas. Ele também faz um "diário" improvisado, marcando os dias em um pedaço de madeira para não perder a noção do tempo. Seus primeiros dias são marcados pela organização dos seus suprimentos e a busca por segurança.

Seão 6: Organizando a Vida na Ilha

Crusoé dedica-se a construir uma vida sustentável na ilha. Ele expande seu abrigo, transformando-o em uma casa-caverna mais segura, com uma cerca dupla e uma escada removível. Sua principal preocupação é a comida e a proteção. Ele aprende a caçar cabras selvagens, usa a carne para comer e a pele para fazer roupas e cobertores.

Descobre que a ilha tem uma estação seca e uma chuvosa, e isso afeta seus planos de plantio. Ele consegue cultivar cevada e arroz, plantando-os no período certo. Também faz pão, depois de muita tentativa e erro, moendo o grão com um pilão e assando-o em uma panela improvisada. Com as cabras que captura, ele cria um pequeno rebanho, garantindo uma fonte constante de carne e leite. Ele explora a ilha, encontra diferentes tipos de frutas e constrói uma segunda residência em uma parte mais fértil da ilha, que ele chama de sua "casa de campo".

Ele cria um calendário e um sistema de contagem, o que o ajuda a manter a sanidade e a estrutura. Fabrica utensílios de cerâmica, depois de muitas tentativas e falhas, e até aprende a fazer cestos. A solidão é um desafio constante, e ele passa muito tempo refletindo e lendo a Bíblia que salvou do navio.

Seção 7: Solidão e Reflexão Espiritual

A solidão na ilha começa a pesar fortemente sobre Crusoé. Ele adoece gravemente com uma febre e agonia, e em seu delírio, tem um sonho vívido em que um homem desce do céu para matá-lo por sua vida de pecado. Este episódio o aterroriza e o leva a uma profunda crise espiritual. Pela primeira vez em sua vida, Crusoé começa a orar sinceramente e a ler a Bíblia com devoção. Ele se arrepende de sua vida passada e busca a fé em Deus, encontrando conforto e propósito.

Sua fé se torna um pilar central de sua existência na ilha. Ele passa a ver sua sobrevivência não como sorte, mas como providência divina, e sua doença como um chamado ao arrependimento. Crusoé começa a refletir sobre sua vida, seus erros e as lições que aprendeu. Ele mantém um diário, registrando seus pensamentos, sentimentos e as intervenções divinas que ele acredita ter experimentado. A solidão, embora dolorosa, o transforma em um homem mais introspectivo e espiritualizado.

Seção 8: A Descoberta dos Canibais

Após mais de quinze anos na ilha, Crusoé faz uma descoberta assustadora. Um dia, ao caminhar pela praia, ele encontra uma pegada humana na areia. Isso o aterroriza, pois ele sabe que está sozinho e não há vestígios de naufrágios recentes. Seu primeiro pensamento é que a pegada pertence a um selvagem. Ele passa dias em pânico, escondido em sua fortaleza, temendo pela sua vida e imaginando quem poderia estar na ilha.

Mais tarde, ele encontra restos de refeições canibais: ossos humanos espalhados pela praia. Isso confirma seus piores medos. Ele percebe que a ilha é visitada ocasionalmente por tribos canibais que vêm de outras ilhas para realizar rituais e festins. Crusoé fica obcecado com a ideia de destruí-los, mas sua prudência e, eventualmente, sua fé o levam a questionar se ele tem o direito de interferir em suas práticas culturais, mesmo que bárbaras. Ele decide se manter escondido e evitar qualquer confronto, reforçando suas defesas e vivendo em constante vigilância.

Seção 9: O Resgate de Sexta-feira

Muitos anos depois de sua primeira descoberta, Crusoé presencia uma cena terrível: um grupo de canibais chega à ilha com dois prisioneiros, que serão sacrificados. Durante o ritual, um dos prisioneiros consegue fugir e corre desesperadamente pela praia. Crusoé, vendo sua chance de ter um companheiro e, ao mesmo tempo, salvar uma vida, decide intervir.

Ele atira em dois dos canibais com sua arma de fogo, assustando os outros, e resgata o fugitivo. O nativo, grato e submisso, se ajoelha diante de Crusoé. Crusoé o chama de Sexta-feira, em homenagem ao dia em que o resgatou. Sexta-feira é um homem jovem, forte, de boa natureza e inteligência. Crusoé começa a ensiná-lo inglês, civilizá-lo e convertê-lo ao cristianismo. Sexta-feira se torna um amigo leal e um companheiro indispensável, aliviando a solidão de Crusoé e trazendo alegria à sua vida na ilha. Ele também aprende sobre a cultura e os costumes das tribos vizinhas.

Personagem Características Personalidade
Sexta-feira Jovem nativo, forte, inteligente, submisso. Leal, grato, carinhoso, corajoso, com grande capacidade de aprendizado.

Seção 10: A Chegada dos Espanhóis e o Motim

Sexta-feira informa Crusoé sobre a existência de outros europeus que naufragaram em uma ilha vizinha, incluindo um espanhol que foi poupado pelos canibais. Crusoé e Sexta-feira planejam resgatá-los. Pouco tempo depois, um grupo de canibais retorna à ilha, trazendo consigo mais prisioneiros. Desta vez, eles resgatam um espanhol e o pai de Sexta-feira, que estavam entre os prisioneiros.

Enquanto Crusoé planeja como ajudar os outros espanhóis na ilha vizinha, um navio inglês aparece na costa. Inicialmente, Crusoé se enche de alegria, mas logo percebe que algo está errado: um motim ocorreu. O capitão e outros oficiais foram amarrados e levados para a ilha pelos amotinados. Crusoé, com a ajuda de Sexta-feira, do pai de Sexta-feira e do espanhol, oferece-se para ajudar o capitão a retomar o controle de seu navio, em troca de uma passagem para a Inglaterra. Eles armam uma emboscada, confrontam os amotinados e, com inteligência e astúcia, conseguem subjugar os rebeldes e recuperar o controle do navio.

Personagem Características Personalidade
Espanhol Sobrevivente de naufrágio, prisioneiro dos canibais. Forte, resiliente, grato, digno.
Pai de Sexta-feira Velho nativo, pai de Sexta-feira. Sábio, amoroso, respeitado, dedicado.
Capitão Inglês Capitão de navio, vítima de motim, justo. Experiente, grato, determinado.
Amotinados Tripulantes do navio inglês, rebeldes. Traiçoeiros, desordeiros, oportunistas.

Seção 11: O Retorno à Civilização

Com o navio recuperado, Crusoé finalmente tem a chance de deixar a ilha. Ele se despede de sua "casa", de seus animais e de tudo o que construiu ao longo de 28 anos, 2 meses e 19 dias. O capitão inglês, grato por sua ajuda, cumpre sua promessa e o leva para a Inglaterra. Crusoé deixa alguns dos amotinados na ilha, juntamente com o espanhol e o pai de Sexta-feira, que prometem viver em paz e esperar pelo retorno de Crusoé com mais suprimentos e colonos.

A viagem de volta é longa, e Crusoé leva Sexta-feira consigo. Eles chegam à Inglaterra em 1686, para um mundo completamente diferente do que Crusoé havia deixado. Ele é um estranho em sua própria terra, mas a alegria de estar de volta à civilização é imensa.

Seção 12: A Vida Pós-Ilha e Novas Aventuras

De volta à Inglaterra, Crusoé descobre que seus pais já faleceram. No entanto, fica sabendo que sua plantação no Brasil prosperou enormemente sob os cuidados do capitão português e de outros amigos. Ele se torna um homem rico, com uma grande fortuna acumulada. Crusoé se casa, tem dois filhos e vive uma vida confortável por um tempo. No entanto, a alma aventureira de Crusoé não pode ser contida por muito tempo.

Após a morte de sua esposa, ele decide revisitar sua ilha. Ele organiza uma expedição para levar colonos, suprimentos e ferramentas aos que deixou para trás. Descobre que o espanhol e os amotinados que ficaram na ilha estabeleceram uma pequena e próspera colônia. Ele os ajuda a se organizar ainda mais e estabelece uma espécie de governo para a comunidade. Crusoé continua suas viagens, enfrentando novos perigos na Sibéria e na China, e eventualmente retorna à Inglaterra já em idade avançada, deixando para trás as terras que colonizou e as aventuras que moldaram sua extraordinária vida.

Gênero literário

O gênero literário principal de "A Vida e Estranhas e Surpreendentes Aventuras de Robinson Crusoé" é o romance de aventura. Também possui elementos de:

  • Romance de formação (Bildungsroman): Acompanha o desenvolvimento moral e espiritual do protagonista.
  • Ficção de sobrevivência: Detalha os métodos e desafios da sobrevivência em um ambiente hostil.
  • Alegoria religiosa: Apresenta temas de pecado, arrependimento e redenção.

Dados do autor

Daniel Defoe (c. 1660 – 24 de abril de 1731) foi um escritor, jornalista, panfletário e espião inglês. Ele é mais famoso por seu romance "Robinson Crusoé", publicado em 1719, que é considerado por muitos como o primeiro romance inglês. Antes de se tornar um romancista na velhice, Defoe teve uma vida agitada como empresário falido, espião político e um prolífico escritor de não-ficção, panfletos políticos e sátiras. Ele foi preso várias vezes por suas opiniões políticas e religiosas. Sua escrita é caracterizada por um estilo jornalístico realista e detalhado, que muitas vezes fazia com que os leitores acreditassem que suas histórias eram relatos verdadeiros.

Moral da história

A moral da história de "Robinson Crusoé" é multifacetada:

  1. A importância da obediência e da prudência: O livro começa com Crusoé desobedecendo aos conselhos de seus pais e sofrendo as consequências. Isso serve como uma advertência sobre os perigos da imprudência e da busca desenfreada por aventura em detrimento do dever e da segurança.
  2. O poder da engenhosidade e do trabalho árduo: Crusoé sobrevive e prospera na ilha através de sua inteligência, persistência e trabalho incansável. A história celebra a capacidade humana de adaptação, inovação e autossuficiência.
  3. A redenção através da fé e do arrependimento: A experiência de Crusoé na ilha, especialmente sua doença e sua subsequente conversão religiosa, enfatiza a importância da fé em Deus, do arrependimento pelos pecados e da busca por um propósito espiritual.
  4. A valorização da civilização e da comunidade: Apesar de sua autossuficiência, Crusoé sofre imensamente com a solidão. A chegada de Sexta-feira e, mais tarde, de outros humanos, sublinha o valor da companhia, da comunicação e da vida em comunidade.

Curiosidades

  • Inspiração Real: A história de Robinson Crusoé é amplamente inspirada na história real de Alexander Selkirk, um marinheiro escocês que foi voluntariamente abandonado em uma ilha deserta (Más a Tierra, hoje Ilha Alejandro Selkirk, no Arquipélago Juan Fernández, Chile) por mais de quatro anos no início do século XVIII.
  • Primeiro Romance Inglês?: Embora debatido, "Robinson Crusoé" é frequentemente citado como o primeiro romance inglês, devido à sua narrativa detalhada, foco no desenvolvimento psicológico do personagem e estrutura realista.
  • Publicação como Verídica: Defoe publicou o livro como se fosse uma autobiografia real do próprio Robinson Crusoé, com um estilo direto e descritivo que convenceu muitos leitores da época de sua autenticidade.
  • Impacto Cultural: O livro foi um sucesso imediato e gerou inúmeras imitações e referências. O termo "Robinsonada" foi cunhado para descrever histórias no estilo de "Robinson Crusoé", focadas na sobrevivência em uma ilha deserta.
  • Continuações: Defoe escreveu duas continuações para o livro: "The Farther Adventures of Robinson Crusoe" (1719) e "Serious Reflections During the Life and Surprising Adventures of Robinson Crusoe: With His Vision of the Angelic World" (1720), que aprofundam a vida de Crusoé após a ilha e suas reflexões filosóficas.
  • Símbolo do Imperialismo: Para alguns críticos, a história de Crusoé, com sua colonização da ilha e "civilização" de Sexta-feira, é uma alegoria do imperialismo britânico e da visão europeia de superioridade cultural da época.